segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pará é o 5º pior Estado brasileiro em qualidade de vida

Quase quatro milhões de paraenses vivem em municípios de baixo desenvolvimento. Dos 143 municípios do Estado, pelo menos em 122 deles, as suas populações moravam, em 2007, em condições extremamente precárias, sem acesso ao mercado de trabalho e a serviços básicos de saúde e de educação. A realidade socioeconômica dos paraenses pode ser notada a partir da análise da série histórica dos dados que compõem estudo elaborado anualmente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).


O estudo revela que o Estado tem dificuldade em avançar. Entre 2000 e 2007, a evolução do desenvolvimento do Estado foi de apenas 18,3%. A baixa evolução, contrária a movimentação das unidades federativas vizinhas e do Nordeste, levou o Estado a deixar a 7ª pior classificação no ranking de desenvolvimento para ocupar o 5º inglório lugar. Só vivem em condições mais difíceis que os paraenses, as populações de Alagoas, Amapá, Maranhão e Piauí.


A federação fluminense chegou a essa definição por meio do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), indicador formado pelas estatísticas de saúde, de educação e de geração de emprego e renda. A classificação é em uma escala que varia de 0 a 1. No patamar mais baixo, encontram-se os que atingem nota até 0,4; no nível regular, aqueles que alcançam de 0,4001 a 0,6. As cidades que obtêm de 0,6001 a 0,8 ficam na categoria moderada e as que chegam a pelo menos 0,8001 são consideradas de alto desenvolvimento.


Ranking
No Estado do Pará, o nível de desenvolvimento é avaliado como regular, com IFDM médio de 0,5974. Em relação ao ano anterior, houve uma evolução de 1,3%. De 2006 para 2007, 95 cidades do Estado apresentaram variações positivas, apesar de baixas, e 47 apresentaram queda. Nenhum município apareceu no nível de alto desenvolvimento e a melhor nota foi a de Parauapebas, com 0,7825. Na classificação geral, a melhor cidade do Pará, não figurou nem entre as trezentas primeiras do ranking nacional.


Parauapebas está na posição 311º, enquanto a segunda melhor, Belém (0,7575), é, apenas, a 486º. Já na outra ponta da tabela, os municípios paraenses são destaque com 15 aparições entre os 100 piores IFDMs. É o caso da cidade de Placas, que apresenta o pior índice do Estado e a terceira pior marca do País: 0,3568. Com índices inferiores, só aparecem o município maranhense de Marajá do Sena e o baiano de Lamarão, com médias 0,3394 e 0,3528, respectivamente. Melgaço é o segundo pior IFDM do Estado e o sétimo do País, com 0,3700.



Em seguida surgem no ranking dos mais subdesenvolvidos do Estado Gurupá (0,3784), Nova Esperança do Piriá (0,3824), Cachoeira do Piriá (0,3959), Bagre (0,4014), Bujaru (0,4060), Garrafão do Norte (0,4080), Aveiro (0,4107) e Santa Cruz do Arari (0,4120). A pior vertente do Estado é a de Educação, com índice de 0,5293. Somente as médias dos índices dos municípios de Alagoas (0,5529) e da Bahia (0,6093) ficam abaixo.


Em Bagre foi registrado o pior ensino do Estado, com índice de 0,3337. Na sequência surgem Nova Esperança do Piriá (0,3561), Curralinho (0,3826) e Aveiro (0,3976). Em compensação, a avaliação mais positiva na educação paraense está no município de Mãe do Rio, com IFDM 0,6962.


Em seguida, como a segunda melhor está Parauapebas (0,6941) e, em terceiro, aparece Altamira (0,6887).


Deseenvolvimento

Apenas Alagoas, Amapá, Maranhão e Piauí conseguem índices mais baixos meiras do ranking nacional. Parauapebas está na posição 311º, enquanto a segunda melhor, Belém (0,7575), é, apenas, a 486º.



Já na outra ponta da tabela, os municípios paraenses são destaque com 15 aparições entre os 100 piores IFDMs. É o caso da cidade de Placas, que apresenta o pior índice do Estado e a terceira pior marca do País: 0,3568. Com índices inferiores, só aparecem o município maranhense de Marajá do Sena e o baiano de Lamarão, com médias 0,3394 e 0,3528, respectivamente. Melgaço é o segundo pior IFDM do Estado e o sétimo do País, com 0,3700. Em seguida surgem no ranking dos mais subdesenvolvido  do Estado Gurupá (0,3784), Nova Esperança do Piriá (0,3824), Cachoeira do Piriá (0,3959), Bagre (0,4014), Bujaru (0,4060), Garrafão do Norte (0,4080), Aveiro (0,4107) e Santa Cruz do Arari (0,4120).


A pior vertente do Estado é a de Educação, com índice de 0,5293. Somente as médias dos índices dos municípios de Alagoas (0,5529) e da Bahia (0,6093) ficam abaixo. Em Bagre foi registrado o pior ensino do Estado, com índice de 0,3337. Na sequência surgem Nova Esperança do Piriá (0,3561), Curralinho (0,3826) e Aveiro (0,3976). Em compensação, a avaliação mais positiva na educação paraense está no município de Mãe do Rio, com IFDM 0,6962. Em seguida, como a segunda melhor está Parauapebas (0,6941) e, em terceiro, aparece Altamira (0,6887).


Saúde paraense está entre as piores do País Já em relação à saúde, o IFDM no território paraense é maior do que a Educação, mas no geral é o segundo mais baixo do Brasil. Com o indicador 0,5974, só é superado pelo Amapá, com nota 0,5740. Como comparativo, Paraná líder do IFDM da Saúde, registrou 0,8244. Belém (0,7726) é o primeiro colocado e logo atrás vêm Rio Maria (0,7671) e Ananindeua (0,7639). Os piores foram Curuá (0,3996), Santa Cruz do Arari (0,4433) e Quatipuru (0,4458).


O melhor vetor paraense é o de geração de emprego, com a 11ª melhor marca do País (0,5974). Parauapebas (0,9432) ocupou a primeira colocação no Estado, seguido de Belém (0,8814) e Ourilândia  do Norte (0,8591). 'O Pará é frágil nas três variáveis prioritárias para o desenvolvimento de qualquer localidade. Até tem uma boa colocação no índice de geração de emprego e de renda, mas mesmo assim é insuficiente.



Ter boa saúde e educação é condição primordial para a produtividade de um  trabalhador no emprego. E o Estado fica lá atrás na educação, onde é o 25º, e em saúde, é o segundo pior do Brasil.  Há uma evolução, mas ainda está muito abaixo dos índices nacionais', analisou chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.


Segundo ele, o estudo mostra que há uma redução de desigualdade no Basil, mas permanece um abismo entre as regiões mais pobres e ricas do País. 'Persiste existindo dois brasis”, diz Mercês. A população mais pobre continua concentrada no Norte e no Nordeste do País, enquanto o Centro-Oeste conseguiu avançar em direção a padrões antes só vistos no Sul e no Sudeste. No fim de 2000, só municípios paulistanos conseguiam atingir a faixa mais elevada. Sete anos mais tarde, a lista dos 10 mais, liderada por Araraquara, continuava tendo só cidades médias e pequenas de São Paulo.


Apesar dos avanços, a pesquisa revela que o desenvolvimento em 2007 ainda estava concentrado: dos 56 milhões de brasileiros que viviam em locais com alto nível socioeconômico, 17 milhões estavam nas cidades do Rio ou de São Paulo. A parcela dos classificados no estrato mais alto subiu de 0,3% para 4% em oito anos. Se comparados os anos de 2006 e 2007, no entanto, o número dos mais desenvolvidos teve uma ligeira queda,  de 232 para 226.


As cidades do Pará que apresentaram maior crescimento foram São Sebastião da Boa Vista (21,8%), São João do Araguaia (20,9%) e Tucuruí (20,5%). As maiores quedas foram em Santa Cruz do Acari (-19,1%) e Jacareacanga (19%). Com as variações, ocuparam as dez primeiras posições no estado os municípios de Parauapebas (0,7825), Belém (0,7575), Barcarena (0,7240), Tucuruí (0,7010), Ananindeua (0,6943), Ourilândia do Norte (0,6921), Canaã dos Carajás (0,6690), Marabá (0,6659), Xinguara (0,6488) e Redenção (0,6442). Entre esses, Tucuruí, Ourilândia do Norte, Xinguara e Redenção não estavam na lista dos dez melhores em 2006.

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